3 de dezembro de 2021

“NÃO SE CONJUGAM VERBOS NO PRESENTE, TUDO É PASSADO” – CIDADES MORTAS

FICHA TÉCNICA:

Titulo: Cidades Mortas
Autor: Monteiro Lobato
Gênero: Ficção
Editora: Atualmente (2020) Globo
Publicação: Original 1919
Número de Páginas: 200 páginas

RESENHA (SEM SPOILERS):

Cidades mortas, é um compilado de 25 contos,
escritos quando Monteiro Lobato era Jovem e também já adulto.
Nele, faz uma crítica social às cidades do interior do Brasil,
onde o poder é dividido entre o coronel fanfarrão e o vigário que faz citações em latim.
É nas cidades do Vale do Paraíba que se inspira e critica, com bom humor e uma sagacidade ímpar.
Depois do progresso do ciclo do café, esses lugarejos entraram em decadência,
vivendo da nostalgia das grandezas de outrora: “Ali tudo foi, nada é.
Não se conjugam verbos nos presente. Tudo é pretérito”.
Assim se refere Monteiro Lobato a essas cidades no conto de abertura do livro.
Dessa seleção, os mais populares são “Pedro Pichorra”, “Cabelos Compridos”,
“O Espião Alemão” e “Um Homem de Consciência” que narra a vida de Pedro Teodoro,
o homem mais pacato e modesto que já existiu.
Particularmente o conto que mais gosto é “O espião alemão”,
onde é relatada a grande importância da cidade de Itaoca na segunda guerra mundial.

Obs. Alguns contos, como remetem a uma cultura escravocrata do início do século,
possuem passagens que denotam preconceito racial / social.

Resenha escrita ao som de Pink Floyd – Goodbye Blue Sky.

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