7 de dezembro de 2021

“O PODER NÃO CORROMPE, ELE ATRAI OS CORRUPTOS” – DUNA

FICHA TÉCNICA:

Nome do Brasil: Duna
Nome original: Dune
Gênero: Ação / Ficção Científica
Ano: 2021
Duração: 2h 36 min
Direção: Denis Villeneuve
Roteiro: Jon Spaihts / Denis Villeneuve / Eric Roth
Locação: Budapeste / Jordânia / Noruega / Emirados Árabes
Elenco Principal: Timothée Chalamet / Rebecca Ferguson /
Oscar Isaac / Jason Momoa / Javier Bardem
País de produção: Estados Unidos

RESENHA (SEM SPOILERS):

Inspirado em uma série de livros de Frank Herbert,
Duna se passa em um futuro longínquo.
O Duque Leto Atreides um nobre justo e carismático, líder da casa Atreides,
recebe do imperador a incumbência de administrar o planeta Arrakis,
um verdadeiro deserto, conhecido como Duna,
cujas areias também são o lar de seres gigantescos e monstruosos, os vermes dos deserto.
O planeta é a única fonte da “especiaria”, uma substância rara e preciosa.
Antes desta mudança, o planeta era administrado pelos Harkonnen, casa rival dos Atreides,
conhecida pela desumanidade e falta de honra.
O Duque não é ingênuo e pressente uma armadilha,
mas mesmo assim cumpre as ordens do imperador.
Partem então para o planeta, o Duque Leto, sua concubina Lady Jessica e seu filho Paul,
sob o qual paira uma profecia, de que ele seria uma espécie de messias, aguardado pelo povo.
Uma série de acontecimentos coloca Paul em contato com os Fremen,
povo do deserto e nativos do planeta

Texto escrito ao som de Apashe – Sand Storm

NOTAS E CURIOSIDADES:

Anteriormente houve duas tentativas da adaptação da obra de Herbert, o Filme Duna de 1984,
Dirigido por Davis Linch e uma minisérie de 2000, pouco conhecida.
O Filme de 1984 foi duramente criticado pelos fãs e pela crítica, mas não é para menos.
O estúdio fez diversos cortes, tanto de orçamento quanto na liberdade criativa.
Tanto que horas de filmagem necessárias para a explicação do enredo do filme
foram praticamente substituídas por uma “apresentação em Powerpoint”

A primeira tentativa de levar o livro aos cinemas foi feita nos anos 70,
e quem levaria o projeto adiante seria Alejandro Jodorowsky,
mas ele tinha algumas idéias megalomaníacas, envolvendo a participação da Banda Pink Floyd,
Mick Jagger, Orson Weles e Salvador Dali, o que fez com que ele não conseguisse financiamento.
Depois de tantos problemas, Duna se tornou um risco para os estúdios,
só retomado por Villeneuve nesta nova versão

Agora umas curiosidades sérias a respeito de Duna e seus personagens.
O livro é inspirado na crise do petróleo ocorrida no Oriente Médio na época da criação do livro,
Vamos às “coincidências?
“Arrakis” = “Iraque”
“especiaria” = “petróleo”
Também o controle desejado era o controle da economia mundial (“universo”, no mundo de Duna).
Os personagens do deserto tinham trajes e nome típicos do Oriente Médio.

Star Wars, de George Lucas, “emprestou” diversos elementos de Duna para a sua criação,
o que deixou Frank Herbert bem irritado e ameaçando processar Lucas,
mas com o tempo desistiu da idéia e brincava a respeito,
dizendo que procuraria outras autores roubados por Lucas para fundar um Clube chamado
“Somos Grandes Demais para Processar George Lucas”.
Alguns (dos muitos) elementos utilizados foram o planeta desértico,
o protagonista destinado a ser grandioso, o império, Os Jedi, que tem bastante “similaridades”
com as Bene-Gesserit, o controle da mente dos Jedi e a voz das Bene-Gesserit, e por aí vai.

Hans Zimmer o compositor da trilha sonora e grande fã dos livros originais de Duna
criou instrumentos e elaborou uma linguagem própria para os arranjos musicais,
com o objetivo de tornar a música “de outro mundo”

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