15 de outubro de 2021

“DE UMA CANÇÃO DE NINAR A UM GRITO DE HORROR” – O BEBÊ DE ROSEMARY

FICHA TÉCNICA:

Titulo: O bebê de Rosemary
Título Original: Rosemary’s Baby
Autor: Ira Levin
Gênero: Terror / Suspense
Editora: Amarilys Editora
Publicação: Original 1967
Número de Páginas: 224 páginas

RESENHA SEM SPOILERS:

O casal Rosemary e Guy Woodhouse, que estava a procura de um apartamento,
acabam de se mudar para o edifício Bramford,
um dos endereços mais concorridos em Nova York,
mas com uma fama um pouco macabra envolvendo bruxaria, feitiçaria e satanismo.
Ao chegarem recebem as boas vindas dos vizinhos Roman e Minnie Castevet,
um casal de idosos um tanto excêntricos.
Apesar desta primeira impressão e dos barulhos estranhos que constantemente ouvem a noite,
os idosos logo começam a fazer parte constante de suas vidas.
Guy é um ator em início de carreira, e inexplicavelmente, por conta de diversas ocorrências bizarras,
a sua carreira começa a decolar com um ótimo papel na Brodway
e várias oportunidades que começam a aparecer.
Rosemary então engravida e, conforme o tempo passa, vai ficando mais frágil,
no que recebe bastante atenção por parte dos Castevet.
Rosemary passa a suspeitar que alguma coisa muito macabra estaria acontecendo sua vida
e principalmente a vida de seu filho parecem ter uma outra finalidade.
Estaria ela ficando louca ou envolvida em uma trama demoníaca?
Qual o papel de seu bebê nisto tudo?
O livro vai construindo uma atmosfera de terror e suspense,
onde Rosemary por vezes se sente completamente louca
e outras vezes se sente como vítima de um satânico complô.

Resenha escrita ao som de Guns N’ Roses – Sweet Child O’ Mine

NOTAS E CURIOSIDADES:

Stephen King Afirmou que o livros de Ira Levin
foram extremamente importantes no início de sua carreira.

A obra fez grande sucesso e ainda foi adaptado para o cinema
pelo cineasta Roman Polanski, trazendo no elenco as atrizes Mia Farrow e Ruth Gordon,
que ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante e o Globo de Ouro na mesma categoria
por sua interpretação como Minnie Castevet.

O autor nomeou o prédio de apartamentos onde os acontecimentos se desenrolam
como The Bramford em homenagem a Bram Stoker, autor de Drácula.
No filme, a galera utilizou o prédio Dakota no Upper West Side de Nova York
que hoje é mais associado ao local do assassinato de John Lennon.

Antes de filmar O Bebê de Rosemary, Polanski reuniu sua turma inteira
para dar ao elenco uma noção do espaço que ocupariam nas gravações.
Ele inclusive apresentou layouts dos apartamentos,
e a curiosidade aqui é que o próprio Levin
ajudou nesse processo de construção dos ambientes internos.

De acordo com Mia Farrow,
o ator Sidney Blackmer (que interpretou o líder do coven, Roman Castevet)
disse no set que não havia nada de bom nesse negócio de “Salve Satanás”
e ele não era o único que pensava assim.
William Castle mais tarde se convenceu de que o filme foi amaldiçoado.
Logo após a produção, ele sofreu com uma doença que o levou para a cirurgia.
Ao se recuperar, o compositor do filme, Krzysztof Komeda,
sofreu uma queda que o levou ao coma e, no fim, à morte.
No verão de 1969, a atriz Sharon Tate, a esposa de Polanski, grávida de oito meses,
foi brutalmente assassinada pela Família Manson.
Para Castle, tudo se somava. “A história do filme estava acontecendo na vida real.
Todas as bruxas estavam lançando seu feitiço e eu estava me tornando uma das peças”,
ele lembrou mais tarde.

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