7 de dezembro de 2021

“O RECOMEÇO DE UMA LENDA DA SEGA” – PHANTASY STAR GENERATION

APRESENTAÇÃO:

Phantasy Star Generation é um remake do primeiro Phantasy Star,
lançado originalmente para o Master System em 1987.
O remake faz parte de uma série de jogos antigos,
em versões aprimoradas que a SEGA lançou para o PlayStation 2,
dando ao projeto o nome de Sega Ages 2500, este é o volume 1 dessa série.
Phantasy Star Generation foi lançado em 2003, somente no Japão.
Mas graças a patches de tradução de fãs,
hoje é possível jogar essa nova versão do clássico em Inglês e até PTBR.

HISTÓRIA :

A história não foi alterada, foi ampliada e melhorada, ficando mais clara.
O jogo começa em uma cidade futurista situada em um sistema solar chamado Algol,
onde orbitam de três planetas:

Palma: o planeta verde, ponto inicial do jogo.

Motávia: o planeta amarelo, de clima desértico e capital do Governo de Algol.

Dezoris: o planeta branco, coberto de gelo e neve.
Algol é governado pelo Rei Lassic, que depois se torna um ditador cruel
após a conversão para uma nova religião.
E depois de uma série de mudanças políticas, surgiram várias rebeliões.
Quando Nero, o líder de uma rebelião é morto
por um grupo de soldados de Lassic e sua irmã Alis jura vingança.
Quando ela viaja e testemunha muitas vítimas da opressão do tirano Lassic,
o objetivo de Alis se torna menos sobre a vingança
e mais sobre a libertação do povo de Algol.

Incrível o trabalho que a SEGA fez nesse clássico.

PERSONAGENS PRINCIPAIS:

Alis: Irmã de Nero que no começo da aventura busca vingança contra Lassic.

Myau: é a primeira companhia de Alis,
Myau pertence a uma raça inteligente com aspecto semelhante a um gato.

Odin: é o típico estereotipado homem “músculos” do grupo.
Ele pode usar muitas armas que Alis não pode,
mas é capaz de usar algumas magias somente nessa nova versão.

Noah: é o último personagem a entrar para o grupo.
Noar é um poderoso Mago e aprendiz do Mestre Tarzimal
e tem a habilidade de usar uma grande variedade de magias.

Todas as cenas foram refeitas e os personagens foram redesenhados, estão com estilo Anime

GAMEPLAY:

A movimentação é fluida e natural, continua como o jogo antigo.
O sistema em turnos é tradicional da velha guarda dos RPGs.
Decide-se a ação do grupo por rodada, entre ataques com armas, magias, conversa ou fuga.
O sistema de batalhas foi amplamente melhorado.
Foram colocados novos inimigos nas batalhas do jogo.
E agora você pode visualizar os personagens em combate o tempo inteiro,
ao invés de apenas um tipo de inimigo, como ocorria no original.
E também é possível escolher qual inimigo atacar primeiro, criando novas estratégias.
No entanto, não é mais possível ver o HP dos inimigos.
podemos evoluir os personagens subindo nível com XP obtidos em combate.
O level máximo dos personagens não é mais 30, agora pode-se evoluir até o level 99.
Os personagens começam a ficar com uma quantidade alta de HP no level 50 em diante.
Em cada planeta encontram-se povos (NPCS) que aprofundam mais a história.
Foram adicionados algumas novidades nesse jogo, como a opção “Consulta”,
que permite aos membros do grupo conversarem entre si,
e ajudar o jogador a determinar qual a sua próxima ação a ser tomada.
Esses diálogos mudam com frequência, o que revela bastante das personalidades dos heróis,
Além de preencher algumas lacunas antigas e enriquecer o enredo,
coisa que quase não podíamos ver ou saber na versão antiga.

O Sistema de batalha foi atualizado sem perder o estilo clássico!

ITENS NOVOS:

O inventário foi reformulado, sendo muito mais fácil usar e organizar itens.

Anel Motaviano e Anel Dezoriano:
serve para entender a lingua dos Motavianos e Dezorianos
pois não falam mais a mesma língua, como na versão antiga.

Foi acrescentado no jogo uma novidade: os cristais.
São itens que podem ser combinados (cada personagem pode equipar até 2 cristais diferentes),
com diferentes resultados, dependendo da arma equipada em cada um.
Há uma variedade de novas magias possíveis combinando os cristais.
Agora até o Odin pode usar magias! no original não podia.
Porém os cristais só podem ser usados uma ou duas vezes, pois quebram com facilidade.

Outra novidade interessante é um novo item chamado Atlas,
que é um mapa de labirintos que tem a duração de 100 passos,
é uma diferença relevante em relação ao jogo original,
já que o mesmo não possuía mapas e obrigava aos jogadores desenharem em um papel
seus próprios mapas, caso quisessem localizar-se dentro dos labirintos.
Mas esse recurso é limitado e o jogador pode comprar vários “atlas” e ficar usando.

Também é possível comprar em Paseo um item chamado Soundtrack,
que permite escutar a trilha sonora do jogo.
Mas isso só pode ser feito após terminar o jogo uma vez.

Nas lojas, podemos ver quem pode equipar o item que será comprado
e em quantos pontos ele aumenta ou diminui dos atributos do personagem a quem será dado.
Isso poupa bastante tempo e é muito conveniente.
Os preços dos itens do jogo estão relativamente muito mais caros do que no original.
Em compensação, a quantidade de mesetas recebidas dos inimigos derrotados também é bem maior.

Os inimigos estão bem feitos e caprichados desta vez

GRÁFICOS E SONS:

Os gráficos foram obviamente melhorados,
os personagens foram redesenhados, estão com estilo Anime
Todas as cenas foram refeitas, dando um toque mais bonito e muitos mais detalhes a elas.
Os labirintos 3d ficaram muito melhores nessa versão, aproveitando bem o poder gráfico do PS2.
As texturas das paredes dos corredores e a iluminação estão mais realistas.
O jogo original simulava um efeito 3D nos corredores,
utilizando perspectiva e visão em primeira pessoa para tentar alcançar o mesmo efeito.
As músicas estão muito parecidas com o som original,
(que continha um chip FM que melhorava o som dos jogos).

As dungeons estão menos desafiadoras, por causa do item chamado atlas e muito mais bonitas.

ALGUMAS OUTRAS DIFERENÇAS NESTE REMAKE:

Finalmente, após completar o jogo, é permitido ao jogador criar um “arquivo do sistema” para salvar o jogo,
desbloqueando assim um bônus em Phantasy Star Generation 2.

Alguns itens estão guardados em locais diferentes nos labirintos, e em outras partes do jogo.

Há uma certa perda de liberdade quanto às ações tomadas no decorrer do jogo.
Eventos que no original eram apenas opcionais, agora se tornaram obrigatórios.

Não existem mais igrejas, se alguém morrer, pode ressuscitar no hospital.

No jogo original todas as portas trancadas abriam com a mesma chave ,
Agora todas as cavernas abrem com chaves diferentes,
e pra consegui-las você deve conversar com as pessoas e fazer umas sidequests.

O jogo contém novas passagens secretas com novos itens,
as passagens de Dezóris estão cheias delas!

A Torre da Medusa, agora faz uma conexão com a caverna onde Odin está petrificado.
Fazendo mais sentido agora, já que foi ela quem petrificou Odin.

No game original, dava pra conversar com alguns monstros inteligentes
simplesmente conversando ou usando magia, no remake não é possível mais fazer isso.

Dá vontade de morar nessa “nova” cidade, de tão bonitinha que ficou no remake.

CONCLUSÃO:

Totalmente lindo, maravilhosos e reformulado…
trouxe várias inovações, como mapear os labirintos, novas magias,
novos inimigos, atualizou o sistema de batalha, agora dá pra alcançar o level 99,
cutcenes estilo anime, novos diálogos que ajudam a desenvolver melhor a história.
Phantasy Star Generation tornou o antigo Phantasy Star muito mais refinado,
sem perder o estilo old-school e se tornando novamente um clássico para o PS2.

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